sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A rosa do amanhã...






Quando o acaso chegar...
E banhar o teu véu acariciado pela aventura,
De ser humana a condição lavrada,
Nas temperas das dores vividas!
Lembrarás, inevitavelmente...
Dos amores por um dia perseguidos:
Numa juventude da flor da mocidade
Dum outrora jamais esquecido.
E te contaminará de uma arrebatadora
Saudade de um tempo onde a maldade
Não abrigava nossos corpos desprotegidos!
E íamos tão felizes sem o perceber...
Sendo que esvaia o melhor do fruto
Com sabores infinitos de um gosto,
Que nunca e jamais apreciaríamos:
Este desejo finito que foi as nossas vidas!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Outras primaveras virão...








Ah! Quem dera...
Ser sempre primavera!
E no esperar continuo:
Trazendo em seu sopro: o pólen
Tecendo a madrigal aurora,
Matéria- prima intacta,
Ainda não fecundada
Pelas mãos do destino!
Encontro prometido
Da esperança ainda não vivida,
Na sempre mudança dos dias...
Ainda virão outras primaveras:
Onde há de florir em nossos campos,
A incansável estação da perseverança!








Pictures by: Claude Monet     PRIMAVERA





sábado, 24 de setembro de 2016

A rosa do amanhã









Quando o acaso chegar...
E banhar o teu véu acariciado pela aventura,
De ser humana a condição lavrada,
Nas têmperas* das dores vividas!
Lembrarás, inevitavelmente...
Dos amores por um dia perseguidos:
Numa juventude da flor da mocidade
Dum outrora jamais esquecido.
E te contaminará de uma arrebatadora
Saudade de um tempo onde a maldade
Não abrigava nossos corpos impunes!
E íamos tão felizes sem o perceber...
Sendo que esvaia o melhor do fruto
Com sabores finitos... De um gosto,
Que nunca e jamais apreciaríamos:
Este desejo infinito que foi as nossas vidas...





Têmperas*


imagem: