segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ventos Solares



Somos feitos assim:

Restos de estrelas cadentes!

Voluptuosas sombras a mercê do sol poente...

Entre mares glaciais, oceanos do nada,

Ainda o fogo do mistério arde em nós

(Resquícios de ventos: Ventos solares!).

Ainda que o destino ainda nos resigne,

Mesmo presos nesta distancia colossal,

Em que enclausura os átomos:

Restos de matéria que foge do caos indolente!

Seguiremos docemente os rastros deixados,

Era a pós-eras ao acaso impunemente

(Não será em vão nossa odisseia terrena).

Hão de perpetuar os sonhos em nossos genes

E de não ser mais eterno o inquieto sofrimento,

Disperso... Simplesmente:

Feito poeira cósmica através do tempo.


ventos solares:


http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/ventos-solares-afetam-a-terra-17092009-31.shl


sexta-feira, 11 de maio de 2012

O inatingível










A força da ignorância é a tirania:
Onde para se manter, prega-se a hipocrisia...
A sordidez vai se espalhando
Com tal velocidade desmedida!
Ficando sem controle, sem sentido.
Embarcando todo mundo
Numa roda-viva, serpentina.
Pondo-nos, inevitavelmente
Numa encruzilhada do destino,
Sem possibilidade de saída.
Mas, nada dessa humana atrocidade
- Obra do descaso, suicida:
Contaminará o sal da terra,
Manter-se-á sempre fértil,
Inatingível.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Indo assim: Aos sabores dos ventos...




















A todo meu amor serei verdadeiro
E nele vou me prender por inteiro.
A tudo, neste mundo, estarei atento,
E apreciar este breve momento.



E nada passará despercebido
Mesmo ao mais adormecido,
Sentimento que fora imaginá-lo
Um dia, outrora jamais, possuí-lo.

Jamais sentirei tal contentamento,
Como estar aos sabores dos ventos
Ou cintilar como estrela cadente:
Fulminante e fugaz, mas indo contente.



Imagem:


quarta-feira, 2 de maio de 2012

ROUXINOL DOS CANTOS ESQUECIDOS!












..somente o coração de um Rouxinol
pode avermelhar o coração de rosa.
Oscar Wilde.





À

Liu Xiaobo

Prêmio Nobel da Paz





Entre os campos embevecidos,
E ao longe, dias não vividos:
Onde a paz entre os humanos
Não ecoa ao passar dos anos.


Nestes tempos incompreensíveis,

Nos vales dos sonhos impossíveis,
Entre falésias entorpecidas,
Esperanças desaparecidas.


Preenchendo este vasto vazio,

Como se fosse nosso martírio
De desejar aquilo ao longe,
Como sendo solitário monge.


Vem o mistério do infinito

Renascer no nosso espírito,
De emoções do indefinível,
Momento nosso indissolvível





http://nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2010/xiaobo.html#





Luis Antonio Rossetto é Registered &

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domingo, 29 de abril de 2012

O Universo










Prosopopéia dos cantos inaudíveis,

Onde os amores jamais serão vividos!

Sob o julgo do assombroso infinito...

Num estridente e inútil grito:

Digo não ao incansável eterno!


E jamais teria se consumido,

No caos do outrora findo

E brotar ao acaso do destino,

Num constelar de matéria dispersa

Inexplicavelmente no firmamento?


Contagiando-nos instantaneamente,

Com um intenso deslumbramento.

Não há de ser somente uma obra,

Feita por mero desprendimento:

Há de ser a morada para o sempre!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

NASCEMOS CASULOS, MORREMOS BORBOLETAS ...
















“Sombra convertida em lúmen.
Palavra-carvão que, do longo sono da terra,
Acorda de repente diamante.”


Fernando José Karl







Não estarei no comboio dos suicidas,
Dos desvalidos: os sem-esperança...
Minha causa se faz como uma busca
Incansável dos sonhos impossíveis.


Neles estão contidos todos os segredos
Eternamente escondidos, como desatinos.
E nem por isso me renderei ao acaso,
Não sendo refém do meu destino.


Estarei muito além do encontro súbito
Dos fenômenos incompreensíveis,
Que ocultam nossos pensamentos,
Deixando-os em lugares indefinidos.

Fomos, senão, apenas como lírios
ao relento... meros sobreviventes
Postos inesperadamente aos ventos,
Sem perceber, à mercê da sorte.

O que fica, realmente...
Apenas os polens a flutuar:
Viramos sementes, em busca
Do solo fértil novamente.




sábado, 21 de abril de 2012

A Rosa do Futuro

















À Santos-Dumont







Cantemos... Ainda há tempo!
De celebrarmos a chegada triunfal,
Do enigma incontido, disperso no tempo
Na espera infinita do novo, sem demora.
E contagiarmo-nos no que advém
Do mistério profundo e inexeqüível:
Desde o ermo átomo até o Sol.
Sendo toda uma história preparada
Despretensiosamente no outrora,
Numa era perdida das gentilezas!
Não nos dispersemos, vamos juntos:
O pescador de sonhos, o mascate,
O alquimista, o delirante...
Embarquemos nesta trajetória única,
Na busca eterna das perdidas ilusões!




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