segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Há um compasso de espera no coração...

























Há um tempo de nascer, outro de morrer.
E no lacônico intervalo, o resistir!
Onde os corpos se encontram aflitos
Procurando o amor no entender dos fluidos.
Há um de crescer, outro de aprender....
Conhecer o amor em sua plenitude,
E fazê-lo, sempre, seu derradeiro abrigo!
Há um tempo de ganhar, outro de perder...
E de fazer, sem querer, da esperança:
Seu modo peculiar de espontânea vida!
Há um tempo de chegar, outro de partir,
Sendo que aquilo que vivemos com ardor,
No passar das breves estações, fica
Nas boas lembranças que se leva consigo!
Há um tempo de cultivar, outro de ceifar,
De valer todo o suor por ter arado a terra;
Semeando os sonhos e vendo-os refletidos
No sorriso descontraído e sem pressa do filho.
Há um tempo de florir, outro de renunciar,
Onde a seiva da vida ainda nos possui,
Sendo um néctar precioso que se esvai...
E, inefavelmente, um dia finda!


















Campo de centeio:

Imagem retirada da internet

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A rosa do amanhã...






Quando o acaso chegar...
E banhar o teu véu acariciado pela aventura,
De ser humana a condição lavrada,
Nas temperas das dores vividas!
Lembrarás, inevitavelmente...
Dos amores por um dia perseguidos:
Numa juventude da flor da mocidade
Dum outrora jamais esquecido.
E te contaminará de uma arrebatadora
Saudade de um tempo onde a maldade
Não abrigava nossos corpos desprotegidos!
E íamos tão felizes sem o perceber...
Sendo que esvaia o melhor do fruto
Com sabores infinitos de um gosto,
Que nunca e jamais apreciaríamos:
Este desejo finito que foi as nossas vidas!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Outras primaveras virão...








Ah! Quem dera...
Ser sempre primavera!
E no esperar continuo:
Trazendo em seu sopro: o pólen
Tecendo a madrigal aurora,
Matéria- prima intacta,
Ainda não fecundada
Pelas mãos do destino!
Encontro prometido
Da esperança ainda não vivida,
Na sempre mudança dos dias...
Ainda virão outras primaveras:
Onde há de florir em nossos campos,
A incansável estação da perseverança!








Pictures by: Claude Monet     PRIMAVERA





sábado, 24 de setembro de 2016

A rosa do amanhã









Quando o acaso chegar...
E banhar o teu véu acariciado pela aventura,
De ser humana a condição lavrada,
Nas têmperas* das dores vividas!
Lembrarás, inevitavelmente...
Dos amores por um dia perseguidos:
Numa juventude da flor da mocidade
Dum outrora jamais esquecido.
E te contaminará de uma arrebatadora
Saudade de um tempo onde a maldade
Não abrigava nossos corpos impunes!
E íamos tão felizes sem o perceber...
Sendo que esvaia o melhor do fruto
Com sabores finitos... De um gosto,
Que nunca e jamais apreciaríamos:
Este desejo infinito que foi as nossas vidas...





Têmperas*


imagem:

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Foi preciso te perder para poder me encontrar...













 "...Ao finito e infinito do nosso existir..."










( " Este sono da gente, o universo..."
Fernando Pessoa  )










Haverão de existir outras formas tão plenas
De viver e de cotidianamente se amar!
Entender todas as razões verdadeiras
E de saber valer a pena todo o sonhar!

Não mais viver por viver...
E sempre estar próximo de algo bem maior
Tendo assim,  mil maneiras do despertar:
Não tendo como não mais se libertar, eternamente...


Hoje encontrei novamente o motivo...
E sempre estarei cantando e não haverá
Tristeza que possa me alcançar,
Pois agora eu sei bem... Estar em pleno habitar!


Compreender o finito e infinito em nós 
E ater-se: Não nas coisas ínfimas...
Mas sim, nas coisas bem mais do que rimas:
Estas definitivamente...  Ousarão  em ficar!











Pictures:  A sesta: Vincent Van  Gogh

http://rradeir.blogspot.com/2010/10/astronomia-na-arte-de-vincent-van-gogh.html










segunda-feira, 20 de junho de 2016

A Gota de orvalho que cai...






















As coisas tangíveis tornam-se insensíveis
À palma da mão. Mas as coisas findas,
Muito mais que lindas... Essas ficarão...
Drummond.





Hoje... Saí despretensiosamente:
Descarnado da luxúria,
Extasiando-me da abrupta luz
E liberto da vontade de possuir...
Limitado à cotidiana matéria
Espectro finito do existir!
Hoje saí sem me despedir,
Desnudo da humana carne envolta,
Sem se preocupar com a estrada
Que inevitavelmente deva seguir.
Sem os trajes terrenos presos a mim:
Este fugaz pileque homérico que é a vida,
Vou... Mas sem sentir pena!






Foto extraída do site:
http://1.bp.blogspot.com/_RKS7QRQ7aNE/TE4ItNmEvmI/AAAAAAAAAcM/Tgqk92OO_hk/s1600/gota-de-orvalho-mariana-borges-bizinotto-43182-1.jpg

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Quando encontrares as rubras flores silvestres...










Quantas vezes ousamos desfraldar o infinito
E gritar todo o sentimento ao mundo?
Sem o medo de perpetuar o verbo no transitivo,
Mesmo sabendo que a vida é incompleta
Precisando sempre da nostalgia!
Os dias passam em célere desmedida,
Em humana incompreensão do efêmero:
O inexorável momento não se dissipará
Ao nosso desencontro na vida!
Nele se multiplicarão, tendo posto o instante,
Mesmo assim no limbo da desilusão.
Perpetuarão como rubras flores silvestres,
Dissipando seu raro perfume
Num jardim que nunca terá fim!
Ficando apenas nossa saudade,
Sendo o bem mais precioso
Que cultivamos em vida
E que nos distingue!




Imagem retirada da internet:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Os dias presentes...
















Sigamos em frente e
Ensaiemos a cantiga de ninar
Que faça adormecer o tempo!
E da seiva que corre em nossas veias
Façamos um elixir que contenha
A aurora vindoura e brote a esperança
Nos corações dos que vêm inocentes!


Ainda há tempo...
De colher o sal da terra
No passar das estações, temperada ao sabor dos ventos:
Colher os frutos que hoje são apenas sementes
E alimentar a alma com a boa-nova
Que brota simplesmente no contagiar
Do passar dos dias presentes!

Ainda há tempo...








Luis Antonio Rossetto é Registered & Protected Blog Entry


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